sábado, 16 de maio de 2009

Enc. 009 - retornando ao mundo virtual... (inclui encontros 7 e 8)

Como na maioria dos blogs, chega um momento em que o mundo exterior torna-se absolutamente hegemônico e o blog fica um pouco de lado.

Apesar da ausência virtual, o grupo de estudos continuou em funcionamento. Desde a última postagem, tivemos os encontros 7, 8 e 9 (hoje).

Estivemos lendo o texto sobre comércio exterior. Relembrando, nesse trabalho, é utilizado o modelo GTAP (entrem nesse site, neste momento está sendo homenageado um professor brasileiro que participa do projeto) para elaborar quatro cenários diferentes de liberalização de tarifas no comércio exterior. Esses resultados são utilizados como recompensas (pay-offs) numa análise em termos de Teoria dos Jogos das diferentes opções que se apresentam aos participantes: Brasil, Argentina, EUA, União Européia.

Nos encontros 7 e 8 discutimos principalmente as características do GTAP. Thiago e Renato elaboraram documentos que ainda serão disponibilizados no site do Grupo. Em paralelo às discussões, foram levantadas diversas questões relacionadas ao nosso país. Caímos freqüentemente na seguinte questão: por que o nível das discussões sobre o país, suas escolhas, seu futuro, é tão raso? por que na verdade essas discussões são praticamente inexistentes no espaço público, restringindo-se a nichos localizados? Várias hipóteses foram levantadas, foi lembrado o baixo nível educacional da nossa população em geral (uma causa/efeito?), mas principalmente pareceu haver consenso que faz parte do que devemos pensar para o nosso grupo, à medida que ele se consolidar em termos de dinâmica e de participantes, uma ação de abertura e de divulgação de idéias, possivelmente envolvendo outros cursos da universidade como o curso de Comunicação.

No encontro de hoje, 16 de maio, discutimos o modelo de jogo utilizado (jogo seqüencial em que o Nafta toma iniciativa, seguido da União Européia e do Mercosul) e analisamos os primeiros resultados, que indicam o caráter favorável de uma liberalização geral do comércio para o Brasil e explicam a insistência dos EUA no estabelecimento da ALCA.

Discutimos também os próximos passos e optamos por parar a leitura deste artigo neste ponto e destinar o próximo encontro à elaboração do Estudo de Caso baseado na primeira leitura. Parece-nos que é muito importante terminar este primeiro semestre de atividade com uma publicação engatilhada.

sábado, 18 de abril de 2009

Enc.006 - nova leitura, novos participantes, planos

Hoje recebemos dois novos participantes, Eduardo e Renato. Relembramos o que já foi feito, apresentamos os planos de continuidade e iniciamos a leitura do segundo artigo.

À medida que a leitura avançava, foi sendo pontuada a estrutura do texto: descrição geral da problemática, apresentação do ponto de vista escolhido, discussão de outros trabalhos utilizando o mesmo ponto de vista. Simultaneamente, discutimos dúvidas sobre termos específicos e sobre a interpretação do texto. Contextualizamos as informações lidas relacionado-as às experiências de cada um.

O artigo relata a utilização um modelo computacional (GTAP) para gerar dados sobre quatro cenários diferentes relativos a acordos de livre comércio. Nessa etapa inicial, foi apresentado sucintamente o GTAP e estão se discutindo trabalhos anteriores que utilizaram esse recurso (ou suas versões anteriores) para analisar questões de livre comércio.

Para a próxima semana fizemos a seguinte divisão de trabalho: Renato procurará obter mais informações sobre o GTAP (pareceu-nos interessante conhecer melhor essa ferramenta e ver que possibilidades ela apresenta); Eduardo procurará detalhar os cálculos presentes no artigo anterior; Thiago ficou encarregado de preparar um resumo da introdução, colocando de modo sintético o problema tratado e sua relevância e eu deverei voltar a fazer uma apresentação sobre equilíbrio em sub-jogos e sobre indução reversa.

sábado, 11 de abril de 2009

Enc. 005 - O fechamento

No quinto encontro discutimos a parte do texto em que são descritos os valores efetivamente usados na análise e as simplificações adotadas. Lemos também a conclusão do artigo.

O ponto marcante foi o seguinte: o artigo não descreve a utilização do modelo Principal-Agente para determinar uma forma "ótima" de contrato. Em vez disso ele utilizou o modelo para analisar de um ponto de vista estratégico as opções disponíveis. Ele aponta possíveis modificações que poderiam ser feitas. Algumas delas talvez mereçam ser exploradas

sábado, 4 de abril de 2009

Enc. 005 - Perguntas

Complementando as perguntas expressadas no encontro 2 (em azul claro) com as surgidas hoje (em amarelo):

Enc. 004 - FOB e CIF

Surgira a dúvida sobre o significado das expressões preços FOB e CIF presentes no artigo. Encontrei o seguinte sítio do governo sobre os Incoterms, ou Termos Internacionais de Comércio (International Commercial Terms), dos quais FOB e CIF são apenas dois casos.

O sítio é Aprendendo a Exportar. O link já leva à página dos Incoterms.

Próxima leitura

O artigo escolhido para ser estudado na sequência dos trabalhos é

SAMPAIO, L.M.B e SAMPAIO, Y. Prioridade brasileira entre acordos de livre comércio: uma aplicação de equilíbrio geral aliado à teoria dos jogos. In: XXXV Encontro nacional da ANPEC, 2007. Recife, 4 a 7 de dezembro.

O texto está disponível no site da ANPEC:
http://www.anpec.org.br/encontro2007/artigos/A07A077.pdf

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Aos recém chegados

O artigo que estamos terminando de ler está disponível no portal Scielo:

Trata-se de:
SAMPAIO, L.M.B. "Modelo Principal-Agente para contratos entre pequenos produtores e empresa exportadora de manga no Rio Grande do Norte." Revista de Economia e Sociologia Rural 45(04) 2007 879-898.

domingo, 29 de março de 2009

Enc. 004 - A organização do texto

Agora que estamos quase no final da leitura é possível visualizar como o texto está organizado:


Esta organização é típica da maioria dos textos acadêmicos.

Enc. 004 - Os dados

Inicialmente, Antônio trouxe uma discussão relativa à aplicação do modelo: quem afinal é o agente, quem é o principal? Uma primeira possibilidade seria considerar a Exportadora como agente e os produtores como principal, isto é, a exportadora estaria a serviço dos produtores e a assimetria das informações seria do tipo "informações encobertas", a exportadora detém uma série de informações sobre os requisitos e processos de exportação que os produtores não conhecem. No entanto, a observação das relações entre produtores e exportadora permite ao autor identificar claramente a exportadora como Principal, sendo a assimetria das informações do tipo "ações encobertas", isto é, a exportadora não tem como saber o nível de esforço real de cada produtor no atendimento das especificações para exportação.

Em seguida passamos à leitura da parte do texto em que são apresentados uma série de dados sobre a produção de manga nos anos 2003-2005 no RN (início do item 3.2). Os dados mais relevantes para a aplicação do modelo são sumarizados nas Tabelas 1 e 2 do texto. Durante o encontro, fomos levantando e discutindo todos os dados apresentados no texto. Essas informações foram sumarizadas numa planilha Excel que o Thiago deverá colocar à disposição na página do grupo de discussão.

O processo de levantamento dos dados foi produtivo para em primeiro lugar fazer o grupo refletir sobre os números apresentados e as relações entre eles, tornando-os mais significativos. Essa discussão permitiu também identificar uma (aparente?) incoerência do texto quanto à produtividade da produção de manga e observar uma certa falta de clareza nas referências temporais (há dados de diversos anos, mas o modelo é aplicado aos de 2005 e não há uma afirmação clara do motivo dos outros dados no texto). Finalmente encontramos algums termos desconhecidos dos presentes. Além disso, uma menção à produção de Petrolina e do Vale do São Francisco despertou curiosidade. Débora ficou de obter mais informações.

No próximo encontro abordaremos a parte final do artigo, em que são descritos os resultados da aplicação do modelo e apresentadas as conclusões.

sábado, 21 de março de 2009

Enc. 003 - O percurso até aqui

  • Primeiro encontro (07/03): estabelecimento das regras de trabalho e, conforme o caso, primeiro contato ou relembrança da Teoria dos Jogos.
  • Segundo encontro (14/03): leitura da introdução do artigo; discussão do problema tratado. Relatora: Débora. Responsável pelo registro: Thiago.
  • Terceiro encontro (21/03): pausa na leitura para compreender melhor o modelo utilizado. Atividades propostas por mim.

Próximo passo (28/03):

  • Volta à leitura do artigo, agora começando a discutir a aplicação do modelo. Relator: Antônio.

Enc. 003 - Principal-Agente

Principal-Agente
(slides feitos pelo profº Francisco Echalar)
Definições:
  • Jogo: situação onde há interações estratégicas entre agentes racionais;
  • Interação estreatégica: Um jogador deve levar em conta a interação entre suas ações e seus objetivos e as ações e os objetivos dos outros;
  • Jogo de informação completa: Cada jogador conhece as estratégias e as recompensas possíveis de cada um dos outros jogadores, além das sua próprias;
  • Conhecimento comum: Eu sei que você sabe, você sabe que eu sei que você sabe, eu sei que você sabe que eu sei que você sabe, você sabe que eu sei que você sabe que eu sei que você sabe,...
  • Jogos de informação perfeita: Um jogo é de informação perfeita se todos os jogadores conhecem os movimentos prévios feitos por todos os outros jogadores;
  • Informação assimétrica: Pelo menos uma das partes envolvidas na transação tem mais informação do que a outra;
Formalização: Representação de um jogo
  • Elementos necessários:
  1. Estratégias para cada jogador;
  2. Payoffs (recompensas) ou ganhos de cada jogador em cada uma das ações;
  3. Sequência ou ordem de jogadas;
  • Forma normal: Matriz de Payoffs (Jogo simultâneo);
  • Forma extensiva: árvore de decisão (Jogo seqüencial).


Foi publicado o mais básico sobre 3º encontro, temas e explicações como o "jogo da barganha", o "equilíbrio em jogos sequenciais", método indutivo reverso, entre outros, os slides estão disponíveis para baixar na página de TJ.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Enc. 002 - Perguntas


O mapa acima procura sintetizar as perguntas que surgiram na discussão (mais detalhes no registro feito pelo Thiago).

sábado, 14 de março de 2009

Enc. 002 - Exp. Manga

Encontro 002 - Modelo Principal-Agente:
Exportação de Manga

  • Para quem não está habituado a ler textos científicos, é imprescindível ler com cuidado a introdução do artigo, que fará um apanhado geral do assunto tratado.
  • Pesquisa científica: para ter penetração no meio, deve tratar de assuntos que façam sentido na atualidade, por exemplo, o problema de exportação de manga é um assunto ligado a economia e estamos vivendo uma crise mundial.
  • Como identificar a teoria dos jogos dentro de situações? (no caso fruticultura)
Situações que envolvam estratégias, cooperação, competição. A decisão individual não formata um resultado final, ela compõe o resultado. O trabalho do artigo propõe técnicas de modelagem, cada pessoa faz um tipo de leitura do caso, cria um modelo próprio. Os dois primeiros parágrafos da página 882 do artigo trata do início da modelagem.
  • Estudo envolve pequenos produtores e como se organizam para conseguir exportar manga. Sozinhos não conseguem exportar, mas colaborando uns com ou outros, torna-se possível.
  • Estudo intrínseco: saber como elaborar modelos. Alguns estudiosos afirmam que a teoria dos jogos é parte da "Pesquisa Operacional".
  • É um problema com informação assimétrica, é um modelo mais elaborado que o dilema do prisioneiro. Cada participante (jogador) não possui as mesmas informações, o que cria vantagens e desvantagens na tomada de decisão.
  • O que é mais viável: o pequeno produtor exportar com ajuda de um terceiro ou vender ele mesmo para o mercado interno? (§2, p. 811)
Essa questão surge da discussão da maximização do lucro do pequeno produtor. Foi levantado questões como por exemplo o valor de venda do mercado externo ser maior que o valor de venda no mercado interno.
  • Por que o produto escolhido foi a manga?
O crescimento da exportação de manga pelo Brasil fica por volta de 27% ao ano, acima da média mundial de 13,45%. O Brasil aproveita o período de entre-safra do México (maior exportador mundial de manga, 52,75% das exportações mundiais). - EMBRAPA
  • O interesse da empresa expotadora é o mesmo que do pequeno produtor?
Ambas as partes querem obter o máximo de lucro possível da situação. A exportação depende da interação entre as partes, o resultado depende da atitude de todos e não apenas de um dos envolvidos. Os contratos tem que ser interessantes para a exportadora e para o produtor. O artigo utiliza de ténicas de teoria dos jogos para analisar a situação, o balanceamento e modelagem do problema.
  • Ausência da padronização de contratos e falta de crédito são os principais entraves para a negociação direta feita pelo próprio produtor.
  • Restrição de participação: condição mínima que a situação irá oferecer para que compense para o agente (pequeno produtor) entrar no jogo.
  • Compatibilidade de incentivo: condição de pagamento que o principal (exportadora) oferece ao agente para que o agente faça aquilo que o principal quer.
  • Pesquisar sobre: como se estabelece as regras de contrato, formulação geral se dá na prática.
Caso curioso: contratação de estivadores. Teoria dos jogos pode ser interessante para estudar essas situações, para entender o porquê dos contratos serem desse jeito e não de outro. Como o principal faz o agente realizar os interesses do principal.

sábado, 7 de março de 2009

Enc. 001 - Proposta

Encontro 001 - Apresentação de proposta de trabalho e estudo

Professores envolvidos:
Fernando Cachucho
Francisco Echalar

  • Por encontro: deverá haver um relator, uma pessoa que leia o artigo a ser discutido, antecipadamente, levantar dúvidas e/ou dificuldades acerca do assunto; haverá também um resumidor, para acompanhar a aula, anotar os pontos principais e extra-classe, formatar e encaminhar aos colegas o compêndio da aula;
  • Em classe: apresentar o assunto da semana, bem como materiais complementares pertinentes ao assunto, gerar disussão, identificar novas questões, possibilidades.

Dilema do prisioneiro
"Dois suspeitos, A e B, são presos pela polícia. A polícia tem provas insuficientes para os condenar, mas, separando os prisioneiros, oferece a ambos o mesmo acordo: se um dos prisioneiros, confessando, testemunhar contra o outro e esse outro permanecer em silêncio, o que confessou sai livre enquanto o cúmplice silencioso cumpre 10 anos de sentença. Se ambos ficarem em silêncio, a polícia só pode condená-los a 6 meses de cadeia cada um. Se ambos traírem o comparsa, cada um leva 5 anos de cadeia. Cada prisioneiro faz a sua decisão sem saber que decisão o outro vai tomar, e nenhum tem certeza da decisão do outro. A questão que o dilema propõe é: o que vai acontecer? Como o prisioneiro vai reagir?"
Fonte: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre



  • O melhor resultado do senso comum é o prisioneiro sair livre, é a menor perda:
0 ano > -1/2 ano > -5 anos > -10 anos
  • A situação de equlíbrio estratégico é tanto o jogador A, quanto o jogador B confessarem (equilíbrio de Nash). É uma situação em que não compensa nenhum dos jogadores mudar sua estratégia, a não ser que o outro envolvido também mude a sua.
  • Sempre atrituir a cada resultado de uma situação estratégia, uma utilidade, uma recompensa, pay-off