domingo, 29 de março de 2009

Enc. 004 - A organização do texto

Agora que estamos quase no final da leitura é possível visualizar como o texto está organizado:


Esta organização é típica da maioria dos textos acadêmicos.

Enc. 004 - Os dados

Inicialmente, Antônio trouxe uma discussão relativa à aplicação do modelo: quem afinal é o agente, quem é o principal? Uma primeira possibilidade seria considerar a Exportadora como agente e os produtores como principal, isto é, a exportadora estaria a serviço dos produtores e a assimetria das informações seria do tipo "informações encobertas", a exportadora detém uma série de informações sobre os requisitos e processos de exportação que os produtores não conhecem. No entanto, a observação das relações entre produtores e exportadora permite ao autor identificar claramente a exportadora como Principal, sendo a assimetria das informações do tipo "ações encobertas", isto é, a exportadora não tem como saber o nível de esforço real de cada produtor no atendimento das especificações para exportação.

Em seguida passamos à leitura da parte do texto em que são apresentados uma série de dados sobre a produção de manga nos anos 2003-2005 no RN (início do item 3.2). Os dados mais relevantes para a aplicação do modelo são sumarizados nas Tabelas 1 e 2 do texto. Durante o encontro, fomos levantando e discutindo todos os dados apresentados no texto. Essas informações foram sumarizadas numa planilha Excel que o Thiago deverá colocar à disposição na página do grupo de discussão.

O processo de levantamento dos dados foi produtivo para em primeiro lugar fazer o grupo refletir sobre os números apresentados e as relações entre eles, tornando-os mais significativos. Essa discussão permitiu também identificar uma (aparente?) incoerência do texto quanto à produtividade da produção de manga e observar uma certa falta de clareza nas referências temporais (há dados de diversos anos, mas o modelo é aplicado aos de 2005 e não há uma afirmação clara do motivo dos outros dados no texto). Finalmente encontramos algums termos desconhecidos dos presentes. Além disso, uma menção à produção de Petrolina e do Vale do São Francisco despertou curiosidade. Débora ficou de obter mais informações.

No próximo encontro abordaremos a parte final do artigo, em que são descritos os resultados da aplicação do modelo e apresentadas as conclusões.

sábado, 21 de março de 2009

Enc. 003 - O percurso até aqui

  • Primeiro encontro (07/03): estabelecimento das regras de trabalho e, conforme o caso, primeiro contato ou relembrança da Teoria dos Jogos.
  • Segundo encontro (14/03): leitura da introdução do artigo; discussão do problema tratado. Relatora: Débora. Responsável pelo registro: Thiago.
  • Terceiro encontro (21/03): pausa na leitura para compreender melhor o modelo utilizado. Atividades propostas por mim.

Próximo passo (28/03):

  • Volta à leitura do artigo, agora começando a discutir a aplicação do modelo. Relator: Antônio.

Enc. 003 - Principal-Agente

Principal-Agente
(slides feitos pelo profº Francisco Echalar)
Definições:
  • Jogo: situação onde há interações estratégicas entre agentes racionais;
  • Interação estreatégica: Um jogador deve levar em conta a interação entre suas ações e seus objetivos e as ações e os objetivos dos outros;
  • Jogo de informação completa: Cada jogador conhece as estratégias e as recompensas possíveis de cada um dos outros jogadores, além das sua próprias;
  • Conhecimento comum: Eu sei que você sabe, você sabe que eu sei que você sabe, eu sei que você sabe que eu sei que você sabe, você sabe que eu sei que você sabe que eu sei que você sabe,...
  • Jogos de informação perfeita: Um jogo é de informação perfeita se todos os jogadores conhecem os movimentos prévios feitos por todos os outros jogadores;
  • Informação assimétrica: Pelo menos uma das partes envolvidas na transação tem mais informação do que a outra;
Formalização: Representação de um jogo
  • Elementos necessários:
  1. Estratégias para cada jogador;
  2. Payoffs (recompensas) ou ganhos de cada jogador em cada uma das ações;
  3. Sequência ou ordem de jogadas;
  • Forma normal: Matriz de Payoffs (Jogo simultâneo);
  • Forma extensiva: árvore de decisão (Jogo seqüencial).


Foi publicado o mais básico sobre 3º encontro, temas e explicações como o "jogo da barganha", o "equilíbrio em jogos sequenciais", método indutivo reverso, entre outros, os slides estão disponíveis para baixar na página de TJ.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Enc. 002 - Perguntas


O mapa acima procura sintetizar as perguntas que surgiram na discussão (mais detalhes no registro feito pelo Thiago).

sábado, 14 de março de 2009

Enc. 002 - Exp. Manga

Encontro 002 - Modelo Principal-Agente:
Exportação de Manga

  • Para quem não está habituado a ler textos científicos, é imprescindível ler com cuidado a introdução do artigo, que fará um apanhado geral do assunto tratado.
  • Pesquisa científica: para ter penetração no meio, deve tratar de assuntos que façam sentido na atualidade, por exemplo, o problema de exportação de manga é um assunto ligado a economia e estamos vivendo uma crise mundial.
  • Como identificar a teoria dos jogos dentro de situações? (no caso fruticultura)
Situações que envolvam estratégias, cooperação, competição. A decisão individual não formata um resultado final, ela compõe o resultado. O trabalho do artigo propõe técnicas de modelagem, cada pessoa faz um tipo de leitura do caso, cria um modelo próprio. Os dois primeiros parágrafos da página 882 do artigo trata do início da modelagem.
  • Estudo envolve pequenos produtores e como se organizam para conseguir exportar manga. Sozinhos não conseguem exportar, mas colaborando uns com ou outros, torna-se possível.
  • Estudo intrínseco: saber como elaborar modelos. Alguns estudiosos afirmam que a teoria dos jogos é parte da "Pesquisa Operacional".
  • É um problema com informação assimétrica, é um modelo mais elaborado que o dilema do prisioneiro. Cada participante (jogador) não possui as mesmas informações, o que cria vantagens e desvantagens na tomada de decisão.
  • O que é mais viável: o pequeno produtor exportar com ajuda de um terceiro ou vender ele mesmo para o mercado interno? (§2, p. 811)
Essa questão surge da discussão da maximização do lucro do pequeno produtor. Foi levantado questões como por exemplo o valor de venda do mercado externo ser maior que o valor de venda no mercado interno.
  • Por que o produto escolhido foi a manga?
O crescimento da exportação de manga pelo Brasil fica por volta de 27% ao ano, acima da média mundial de 13,45%. O Brasil aproveita o período de entre-safra do México (maior exportador mundial de manga, 52,75% das exportações mundiais). - EMBRAPA
  • O interesse da empresa expotadora é o mesmo que do pequeno produtor?
Ambas as partes querem obter o máximo de lucro possível da situação. A exportação depende da interação entre as partes, o resultado depende da atitude de todos e não apenas de um dos envolvidos. Os contratos tem que ser interessantes para a exportadora e para o produtor. O artigo utiliza de ténicas de teoria dos jogos para analisar a situação, o balanceamento e modelagem do problema.
  • Ausência da padronização de contratos e falta de crédito são os principais entraves para a negociação direta feita pelo próprio produtor.
  • Restrição de participação: condição mínima que a situação irá oferecer para que compense para o agente (pequeno produtor) entrar no jogo.
  • Compatibilidade de incentivo: condição de pagamento que o principal (exportadora) oferece ao agente para que o agente faça aquilo que o principal quer.
  • Pesquisar sobre: como se estabelece as regras de contrato, formulação geral se dá na prática.
Caso curioso: contratação de estivadores. Teoria dos jogos pode ser interessante para estudar essas situações, para entender o porquê dos contratos serem desse jeito e não de outro. Como o principal faz o agente realizar os interesses do principal.

sábado, 7 de março de 2009

Enc. 001 - Proposta

Encontro 001 - Apresentação de proposta de trabalho e estudo

Professores envolvidos:
Fernando Cachucho
Francisco Echalar

  • Por encontro: deverá haver um relator, uma pessoa que leia o artigo a ser discutido, antecipadamente, levantar dúvidas e/ou dificuldades acerca do assunto; haverá também um resumidor, para acompanhar a aula, anotar os pontos principais e extra-classe, formatar e encaminhar aos colegas o compêndio da aula;
  • Em classe: apresentar o assunto da semana, bem como materiais complementares pertinentes ao assunto, gerar disussão, identificar novas questões, possibilidades.

Dilema do prisioneiro
"Dois suspeitos, A e B, são presos pela polícia. A polícia tem provas insuficientes para os condenar, mas, separando os prisioneiros, oferece a ambos o mesmo acordo: se um dos prisioneiros, confessando, testemunhar contra o outro e esse outro permanecer em silêncio, o que confessou sai livre enquanto o cúmplice silencioso cumpre 10 anos de sentença. Se ambos ficarem em silêncio, a polícia só pode condená-los a 6 meses de cadeia cada um. Se ambos traírem o comparsa, cada um leva 5 anos de cadeia. Cada prisioneiro faz a sua decisão sem saber que decisão o outro vai tomar, e nenhum tem certeza da decisão do outro. A questão que o dilema propõe é: o que vai acontecer? Como o prisioneiro vai reagir?"
Fonte: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre



  • O melhor resultado do senso comum é o prisioneiro sair livre, é a menor perda:
0 ano > -1/2 ano > -5 anos > -10 anos
  • A situação de equlíbrio estratégico é tanto o jogador A, quanto o jogador B confessarem (equilíbrio de Nash). É uma situação em que não compensa nenhum dos jogadores mudar sua estratégia, a não ser que o outro envolvido também mude a sua.
  • Sempre atrituir a cada resultado de uma situação estratégia, uma utilidade, uma recompensa, pay-off